15 de janeiro de 2019

Celular nas mãos de crianças,é bom ou ruim?

Hoje estar conectado não é mais capricho é necessidade para quem vive no século 21 sabe-se que quase tudo tem haver com tecnologia.Pagar contas, fazer um pedido para um restaurante, marcar uma consulta, fazer uma transferência bancária enfim são muitas as vantagens e até desvantagens  de se ter um celular ou tablet sempre a mão.

O uso desses aparelhos é tão normal, tão corriqueiro que nas ruas é comum vermos pessoas distraídas mexendo neles e até sofrendo acidentes; Também é cada vez mais comum pessoas adoecerem por viverem conectadas quase 24 hs por dia, mas se com os adultos esse limite de uso é extrapolado imagina com as crianças.

O uso precoce do celular é cada vez mais preocupante,incentivados pelos pais seja na hora de distrair as crianças,seja na hora de estudar. Porém esse uso nem sempre é supervisionado o que pode interferir de forma negativa na formação dos pequenos.
Vou lhes dar um exemplo claro desse mau uso, outro dia estava eu sentada na sala de espera de um consultório pediátrico onde levo a minha filha e próximo a mim haviam algumas crianças brincando e até bagunçando.

Até aí era algo bem normal por serem crianças, só que com a demora no atendimento o barulho começou a extrapolar os limites e a incomodar tanto os pais, como a atendente do consultório, pois ela mal conseguia atender o telefone.A televisão estava ligada, mas não em algo interessante para as crianças razão penso eu de ser o motivo da bagunça (programas da tv aberta hoje em dia são 100% chatos essa é a verdade).
As crianças estavam tão cheias de energia que a coitada da atendente arrumou tantas vezes a garganta que mais um pouco oferecia uma balinha para ela e os pais entendo o problema procuraram a saída mais óbvia ofereceram seus celulares aos seus pimpolhos. Pronto bastou os pais colocarem no joguinho predileto ou no vídeo daquela galinha azul fofa, que o silêncio imperou na sala de espera. Talvez vocês digam "sim e aí todo mundo faz isso hoje em dia,que mal há?"

Muito simples de responder, o que acontecia na minha, na sua época a algumas décadas atrás? Brincávamos e só brincávamos, claro que em silêncio(quase silêncio por assim dizer), mas ainda que assim interagíamos com outras crianças. Tínhamos um contato social muito maior e hoje isso não acontece estamos deixando nossos pequenos restritos a uma pequena tela de celular que não oferece afetividade e é aí que mora o perigo.


Se nós como pais nos atentarmos sobre o uso precoce do celular nas mãos de nossas crianças com certeza estaremos empurrando eles para problemas como:
"...aumento da ansiedade,depressão,dificuldade de estabelecer relações em sociedade,  estímulo à sexualização precoce, adesão ao cyberbullying, comportamento violento ou agressivo, transtornos de sono e de alimentação, baixo rendimento escolar, lesões por esforço repetitivo e a exposição precoce a drogas, entre outros,problemas de visão." (*SBP)
Para isso devemos evitar algumas atitudes como:
  • Não devemos deixar crianças com idade inferior a 2 anos frente a tela do celular, pois é nessa fase que as crianças estão estabelecendo os primeiros vínculos com os adultos, por meio do toque da pele, do som da voz dos pais e de outros adultos, sentir o cheiro coisas que um celular não pode oferece;
  • Crianças entre 2 à 3 anos, os pais devem estabelecer o tempo limite online de até 30 min e incentivá-las a brincar com outras crianças,ou mesmo com vocês...não quer e/ou não pode gastar dinheiro leve-os para passear no parque,converse com seus pequeno mostre afeto e interesse por eles.
  • Para crianças em idade entre 4 e 6 anos o limite deve ser de até 1 hora; compre um livro (pode ser audio book) e leia com seus pequenos, pode ser uma revistinha em quadrinhos de um personagem que ele já curte(caso ele não tenha tido acesso e não conheça ajude-os escolhendo com eles uma legal para a idade deles).
  • E a partir dos 6 anos fica a critério dos pais estabelecerem esse limite, só tenham cuidado com o conteúdo que elas vão acessar e claro os grupos das redes sociais que elas estarão fazendo parte tudo para que não sofram Cyberbullying.
Colocando essas recomendações acima com certeza no futuro nossos filhos nos agradecerão.

*Sociedade Brasileira de Pediatria 

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